Certificação INMETRO

Recuperação da credibilidade da tecnologia de cerca elétrica no Brasil.



Em janeiro de 2013 passa a vigorar uma portaria do INMETRO, em que, exige-se a aprovação e certificação para todas as empresas que comercializam eletrificadores rurais, assim como vários equipamentos elétricos no Brasil, que só podem ser comercializados com a certificação do INMETRO, como chuveiros, ferros de passar roupa, eletrodomésticos, etc.

O principal objetivo, é garantir que os aparelhos não tragam risco a saúde humana e animal, assim como garantir que as empresas entreguem ao consumidor o que prometem.

Sabemos que existem muitas empresas no Brasil que produzem estes aparelhos e que até então não tinham fiscalização alguma. Verdadeiras fábricas de fundo de quintal, que sem garantia alguma de qualidade, proporcionam ao consumidor, risco à saúde deles e dos animais. Mas principalmente, possuem baixíssimo desempenho e eficiência muito fracos e tecnologia muito inferior ao ideal.

As informações das embalagens informam grandes distâncias de alcance, mas com pouca potência, e logicamente, não alcançando as distâncias que prometem. Sem falar em durabilidade, assistência técnica e garantia.
Com menos de 3kv não se segura nenhum tipo de animal dentro da fazenda. E com as baixas potências encontradas, o que os produtores tem feito para tentar segurar os animais na propriedade é um misto de tecnologias, onde usam aparelhos de qualidade discutível e uso maior de fios de arame (3,4) e quantidade maior de madeira (distâncias de 10m entre lascas), para que caso o choque não segure o animal a estrutura física da cerca segurará, mas obviamente gastando muito mais, do que se utilizassem um aparelho potente e confiável.

Ponto importante e pouco desenvolvido no Brasil, é quanto as informações de instalação da cerca elétrica.
A tecnologia é baseada em 3 pilares:
a) Aterramento eficiente.
b) Isolamento correto.
c) Bom e confiável aparelho eletrificador.
Se um destes três pilares estiver com problemas, a eficiência da cerca elétrica estará seriamente comprometida.

Em função de todos estes problemas, o resultado é não funcionar corretamente, quebrar muito e deixar a propriedade sem a proteção da cerca elétrica. Consequentemente, os animais se misturam com frequência, roças são invadidas, apartações desfeitas, animais fogem, etc. Causando uma séria descrença na tecnologia. O que é uma pena, pois se trata de uma tecnologia muito usada em todo o mundo. Países como a Nova Zelândia, são pioneiros e exportadores desta tecnologia, com mais de 70 anos de experiência, com resultados excelentes.

A tecnologia é muito usada em países onde a mão de obra está proibitiva e é o próprio dono da fazenda que trabalha na lida do campo. E eles precisam de eficiência e uso de tecnologias que economizem trabalho e que não lhe causem dor de cabeça. Eles usam aparelhos potentes capazes de alcançar grandes distâncias, mas principalmente ter potência suficiente para ultrapassar os obstáculos e fugas, mantendo a cerca funcionando em qualquer situação.

Todos sabem que quanto mais subdividida uma fazenda, mais produtiva ela se torna. Fazendo rodízios de pastagens, é possível aumentar em muito a lotação de uma propriedade, mantendo grandes ganhos de peso. É comum ver depoimentos de produtores que falam que descobriram outra fazenda dentro de sua própria, ao usar a tecnologia de rodizio de pastagens com cerca elétrica.
Aumentar as subdivisões de uma fazenda é a primeira ação que consultores indicam para melhorar a produtividade da mesma.

Sendo esta tecnologia tão conhecida, por que é tão pouco praticada no Brasil é a pergunta.
A minha opinião, é que não se faz mais pastejo rotacionado no país, devido ao alto custo de construção da cerca convencional, algo por volta do R$ 7.000,00/km. E a opção é a cerca elétrica, mas em função das frustrações obtidas com a baixa eficiência das cercas elétricas que conhecem, acabam declinando de usar esta tecnologia.

Mas a verdade é que temos inclusive aqui no Brasil, exemplos de sucesso com o uso de boas cercas elétricas. Sei de propriedades com 15 anos de experiências positivas com o uso de cercas elétricas, em que usando lascas a cada 30 metros e um ou dois fios de arame, obtendo o mesmo resultado que uma cerca convencional com lascas a cada 4 metros e 5 fios de arame.

E lembro que o custo do quilômetro de cerca elétrica custa 4 a 5 vezes mais barato que o quilômetro de cerca convencional.
Veja a comparação entre cerca convencional e cerca elétrica: